, RODRIGO EMMANUEL LEIMIG TELLES PARENTE
, DANIEL FRANCISCO FORTUNATO
, JORGE RAFAEL DURIGAN
, EDUARDO ACHAR
, TARCÍSIO MARCONI NOVAES TORRES
, THOMAS YI TEH LEE
, JORGE ALBERTO ROMO QUEBRADAS
, RAFAEL MORAES TRINCADO
, JÉSSICA BIANCA AILY
, JOÃO TOMÁS FERNANDES CASTILHO GARCIA
, RODRIGO GÓES MEDÉA DE MENDONÇA
, ALBERTO OFENHEJM GOTFRYD
, MARIA FERNANDA SILBER CAFFARO
, ROBERT MEVES 
RESUMO
Objetivo:
Avaliar a taxa de consolidação radiográfica e a segurança do enxerto ósseo
xenógeno de origem bovina desproteinizado como adjuvante na artrodese da
coluna vertebral.
Métodos:
Estudo prospectivo de série de casos (n=35) em adultos submetidos à artrodese
vertebral instrumentada. A consolidação óssea foi avaliada radiograficamente
aos 6 meses pela classificação de Molinari. Foram realizadas análises
descritivas e testes de associação (Teste Exato de Fisher, Mann-Whitney U,
Kruskal-Wallis) para investigar a relação entre variáveis demográficas,
etiológicas e os desfechos de fusão e complicações.
Resultados:
A taxa de fusão global (graus I ou II de Molinari) foi de 88,6% (31/35). Não
houve associação estatisticamente significativa entre a etiologia, sexo ou
idade e o sucesso da fusão (p > 0,05). A taxa de complicação foi de 11,4%
(4/35), consistindo em infecções superficiais de ferida. A ocorrência de
complicações esteve significativamente associada ao grupo de pacientes com
deformidade (p < 0,001).
Conclusão:
O enxerto ósseo xenógeno bovino demonstrou ser um adjuvante seguro e eficaz,
com elevada e consistente taxa de fusão radiográfica (88,6%) entre
diferentes patologias. As complicações estiveram associadas ao porte
cirúrgico da doença de base, e não ao material em si. Nível de evidência:
IV; estudo transversal.
ABSTRACT
Objective:
To evaluate the radiographic fusion rate and safety of a deproteinized
bovine-derived xenograft as an adjunct in spinal arthrodesis.
Methods:
A prospective case series study (n=35) was conducted on adult patients
undergoing instrumented spinal fusion. Radiographic fusion was assessed at 6
months using the Molinari classification. Descriptive and inferential
statistical analyses (Fisher’s Exact Test, Mann-Whitney U, Kruskal-Wallis)
were performed to investigate associations between demographics, etiology,
and the outcomes of fusion and complications.
Results:
The overall fusion rate (Molinari grade I or II) was 88.6% (31/35). There was
no statistically significant association between etiology, sex, or age and
the fusion outcome (p > 0.05). The complication rate was 11.4% (4/35),
consisting of superficial wound infections. The occurrence of complications
was significantly associated with deformity patient group (p <
0.001).
Conclusion:
The deproteinized bovine xenograft proved to be a safe and effective adjunct
for spinal arthrodesis, with a high and consistent radiographic fusion rate
(88.6%) across different pathologies. Complications were associated with the
surgical magnitude of the underlying disease rather than the graft material
itself.
Resumen
Objetivo:
Evaluar la tasa de fusión radiográfica y la seguridad de un xenoinjerto
bovino desproteinizado como adyuvante en la artrodesis espinal.
Métodos:
Se realizó un estudio prospectivo de serie de casos (n=35) en pacientes
adultos sometidos a fusión espinal instrumentada. La fusión radiográfica se
evaluó a los 6 meses mediante la clasificación de Molinari. Se efectuaron
análisis estadísticos descriptivos e inferenciales (prueba exacta de Fisher,
U de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis) para investigar asociaciones entre los
datos demográficos, la etiología y los resultados de fusión y
complicaciones.
Resultados:
La tasa global de fusión (grado I o II de Molinari) fue del 88,6% (31/35). No
se observó asociación estadísticamente significativa entre la etiología, el
sexo o la edad y el resultado de la fusión (p > 0,05). La tasa de
complicaciones fue del 11,4% (4/35), consistiendo en infecciones
superficiales de la herida. La aparición de complicaciones se asoció
significativamente con el grupo de pacientes con deformidades (p <
0,001).
Conclusión:
El xenoinjerto bovino desproteinizado demostró ser un adyuvante seguro y
eficaz para la artrodesis espinal, con una tasa de fusión radiográfica alta
y consistente (88,6%) en diversas patologías. Las complicaciones se
relacionaron con la magnitud quirúrgica de la enfermedad subyacente más que
con el material del injerto en sí. Nivel de evidencia III; estudio de corte
transversal.