Coluna / Columna v.21, n.1 /2022

ARTIGO ORIGINAL

INFLUÊNCIA DA CAIXA TORÁCICA NA GRAVIDADE DA FRATURA DA COLUNA TORÁCICA TIPO EXPLOSÃO


THE INFLUENCE OF THE RIB CAGE ON THE SEVERITY OF THORACIC SPINE BURST FRACTURES


LA INFLUENCIA DE LA CAJA TORÁCICA EN LA GRAVEDAD DE LA FRACTURA POR ESTALLIDO EN LA COLUMNA TORÁCICA


Rodrigo Arnold Tisot1 , Juliano Silveira Luiz Vieira1 , Diego da Silva Collares1 , Valci José Dapieve1 , Leonardo Mota Schneider1 , Alexander Acauan de Aquino2 , Ana Victória Coletto Reichert2 , Augusto Poloniato Gelain2 , Isabelle Ranzolin2 , Jandáia Bortolini Marcon2 , Karine Dariva2 , Lucas Thomazi Ferron2 , Luiz Casemiro Krzyzaniak Grando2 , Matheus Henrique Benin Lima2 , Rodrigo Alberton da Silva2


DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1808-185120222101240584



RESUMO

Objetivo:
Analisar a influência anatômica das costelas sobre a gravidade das fraturas da coluna torácica tipo explosão.

Métodos:
Foi realizada uma revisão retrospectiva de 28 pacientes com fratura tipo explosão na coluna torácica, internados no período compreendido entre janeiro de 2002 a dezembro de 2016 pelo Grupo de Coluna do Hospital Ortopédico de Passo Fundo . As mensurações de cifose, colapso vertebral e estreitamento do canal vertebral foram comparadas entre os pacientes que apresentavam fraturas no nível das costelas verdadeiras ou falsas (T1 a T10) e aqueles com fraturas no nível das costelas flutuantes (T11 a T12).

Resultados:
Os valores da cifose, colapso vertebral e estreitamento do canal vertebral, mensurados apenas nas vértebras pertencentes à caixa torácica, mostraram-se baixos. Além disso, as mensurações não apresentaram diferenças estatísticas significativas quando foram comparados os grupos de pacientes que apresentavam fraturas no nível das costelas verdadeiras ou falsas (T1 a T10) com aqueles cujas fraturas eram no nível das costelas flutuantes (T11 e T12).

Conclusões:
As diferenças entre as alterações estruturais traumáticas nas vértebras com costelas verdadeiras e falsas (T1 a T10) e as vértebras com costelas flutuantes (T11 e T12) não foram significativas no presente estudo. .


Palavras-chave: Fraturas da Coluna Vertebral,Vértebras Torácicas,Canal Vertebral

ABSTRACT

Objective:
To analyze the anatomic influence of the ribs related to the severity of thoracic spine burst fractures.

Methods:
A retrospective review of 28 patients with thoracic spine burst fractures hospitalized by the Spine Group of the Hospital Ortopédico de Passo Fundo between January 2002 and December 2016 was conducted. The kyphosis, vertebral collapse, and narrowing of the vertebral canal measurements were compared between patients who had fractures at the true and false rib levels (T1 to T10) and those with fractures at the floating rib levels (T11 to T12).

Results:
The kyphosis, vertebral collapse, and narrowing of the vertebral canal values, measured only for vertebrae pertaining to the rib cage, were low. In addition, there were no statistically significant differences between the measurements of the group of patients with fractures at the level of the true and false ribs (T1 to T10) and the group of patients whose fractures were at the level of the floating ribs (T11 and T12).

Conclusion:
The differences between the traumatic structural changes in the vertebrae with true and false ribs (T1 to T10) and the vertebrae with floating ribs (T11 and T12) were not significant in the present study. .


Keywords: Spinal Fractures,Thoracic Vertebrae,Spinal Canal

Resumen

Objetivo:
Analizar la influencia anatómica de las costillas con respecto a la gravedad de las fracturas de la columna torácica por estallido.

Métodos:
Se realizó una revisión retrospectiva de 28 pacientes con fractura de columna torácica por estallido, ingresados en el período comprendido entre enero de 2002 y diciembre de 2016 por el Grupo de Columna del Hospital Ortopédico de Passo Fundo. Se compararon las medidas de cifosis, colapso vertebral y estrechamiento del conducto vertebral entre los pacientes que presentaban fracturas a nivel de las costillas verdaderas o falsas (T1 a T10) y aquellos con fracturas a nivel de las costillas flotantes (T11 a T12).

Resultados:
Los valores de cifosis, colapso vertebral y estrechamiento del conducto vertebral, medidos solamente en las vértebras pertenecientes a la caja torácica, se mostraron bajos. Además, las mediciones no presentaron diferencias estadísticamente significativas al comparar los grupos de pacientes que presentaban fracturas a nivel de las costillas verdaderas o falsas (T1 a T10) con aquellos cuyas fracturas estaban a nivel de las costillas flotantes (T11 a T12).

Conclusiones:
Las diferencias entre los cambios estructurales traumáticos en las vértebras con costillas verdaderas y falsas (T1 a T10) y las vértebras con costillas flotantes (T11 y T12) no fueron significativas en el presente estudio. .


Palavras-chave: Fracturas de la Columna Vertebral,Vértebras Torácicas,Conducto Vertebral






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