CLAUDIO ALFREDO FERNáNDEZ
, RODRIGO REMONDINO
, MARíA EMILIA MOREIRO VARELA
, PATRICIO PABLO MANZONE
, MARíA GABRIELA MIRANDA
, NéSTOR FIORE
DOI: https://doi.org/10.1590/S1808-185120252403299246
RESUMO
Objetivo:
Avaliar uma série pediátrica de osteocondromas espinhais (OCs) com revisão de
literatura e ênfase no tratamento.
Métodos:
Revisão retrospectiva multicêntrica de pacientes em crescimento com OCs
espinhais. Nas avaliações estatísticas utilizaram-se testes não paramétricos
de Wilcoxon Rank e a correlação multivariada de Pearson.
Resultados:
Foram coletados 13 pacientes (14 OCs), 8 homens/5 mulheres, com idade média
ao diagnóstico de 11.5 anos (2 – 17 anos); predominaram as cervicais. Três
casos associados à Osteocondromatose Múltipla (OM); 7 eram com crescimento
intracanal (IC) e 7 eram com crescimento exofítico extracanal (EC). Quatro
pacientes (5 OCs) assintomáticos ao diagnóstico; nos demais predominou a
presença de massa e/ou dor; 3 estreou com déficit neurológico. Volume
tumoral médio: 31,50 cm3, com diferença entre EC (37,75 cm3) e IC (19 cm3).
Os IC apresentaram percentuais significativos de ocupação do canal (média
53,9%), sendo maior nos casos com déficit (57,4%). Onze dos 13 pacientes
foram submetidos à cirurgia, a maioria com ressecções marginais; um teve
desaparecimento espontâneo. Acompanhamento médio: 10,5 anos (6 meses – 26
anos). Dois casos com déficit neurológico apresentaram recuperação. No
início tardio, houve duas deformidades na coluna e uma subluxação
neurológica do quadril. Não houve recidivas, apenas um caso de resíduo
devido à ressecção incompleta.
Conclusões:
1) Considerar a ressecção de OCs EC assintomáticos volumosos devido à
possível malignidade. 2) Os OCs IC que crescem ou apresentam sintomas devem
ser ressecados independentemente do seu volume. 3) Monitoramento rigoroso
dos pacientes com OM para verificar a possibilidade de apresentar OCs IC
sintomáticos. 4) Evitar ablação intralesional devido ao risco de recorrência
ou resíduo. A ressecção marginal é adequada, mas uma ressecção ampla pode
ser necessária. Nível de Evidência IV; Série de Casos.
ABSTRACT
Objective:
To evaluate a pediatric series of spinal osteochondromas (OCs), with a
literature review and emphasis on management.
Methods:
Multicentric retrospective review of growing patients with spinal OCs. In
statistical analysis non-parametric Wilcoxon Rank tests and multivariable
Pearson correlation were used.
Results:
We collected 13 patients (14 OCs), 8 males/5 females, with a mean age at
diagnosis of 11.5 years (2-17 years); cervical tumors predominated. Three
cases were associated with Multiple Osteochondromatosis (MO); 7 were
intracanal (IC) and 7 with extracanal exophytic growth (EC). Four patients
(5 OCs) were asymptomatic at diagnosis; the others were predominantly
characterized by mass and/or pain; 3 presented with neurological deficit.
Mean tumor volume: 31.50 cm, with a difference between EC (37.75
cm) and IC (19 cm). The IC showed significant
percentages of canal occupation (mean 53.9%), being higher in cases with
deficit (57.4%). Eleven of the 13 patients underwent surgery, mostly with
marginal resections; one had spontaneous disappearance. Mean follow-up: 10.5
years (6 months-26 years). Two cases with neurological deficits showed
recovery. Two spinal deformities and one hip subluxation due to neurological
impairment appeared during follow-up. There were no recurrences, only one
case of residual tissue due to incomplete resection.
Conclusions:
1) Consider resecting bulky asymptomatic EC OCs due to possible malignancy.
2) IC OCs that enlarge or become symptomatic should be resected regardless
of their volume. 3) Closely control patients with OM due to the possibility
of developing symptomatic IC OCs. 4) Avoid intralesional ablation due to
increased risk of recurrence or residue. Marginal resection is adequate, but
a wide resection may be necessary.
Resumen
Objetivo:
Evaluar una serie pediátrica propia de Osteocondromas (OCs) espinales con
revisión de literatura y énfasis en el manejo.
Métodos:
Revisión retrospectiva multicéntrica de pacientes en crecimiento con OCs
raquídeos. Análisis estadístico con tests no paramétricos de Wilcoxon Rank y
correlación multivariable de Pearson.
Resultados:
Recolectamos 13 pacientes (14 OCs), 8 varones/5 mujeres, con edad promedio al
diagnóstico de 11,5 años (2 – 17 años); predominaron los cervicales. Tres
casos asociados a Osteocondromatosis Múltiple (OM); 7 eran intracanal (IC) y
7 de crecimiento exofítico extracanal (EC). Cuatro pacientes (5 OCs)
asintomáticos al diagnóstico; en los otros predominó la presencia de masa
y/o dolor; 3 debutaron con déficit neurológico. Volumen tumoral promedio:
31,50 cm, con diferencia entre EC (37,75 cm) e IC
(19 cm). Los IC mostraron porcentajes importantes de ocupación
del conducto (promedio 53,9%), siendo mayor en los casos con déficit
(57,4%). Once de 13 pacientes fueron operados, mayoritariamente con
resecciones marginales; uno tuvo desaparición espontánea. Seguimiento
promedio: 10,5 años (6 meses – 26 años). Dos casos con déficit neurológico
mostraron recuperación. Tardíamente hubo 2 deformidades espinales y una
subluxación neurológica de cadera. No hubo recidivas, solo un caso de
residuo por resección incompleta.
Conclusiones:
1) Considerar resecar OCs voluminosos EC asintomáticos por la posible
malignización. 2) Los OCs IC que crecen o dan síntomas deben resecarse sin
importar su volumen. 3) Seguir los pacientes con OM estrechamente por la
posibilidad de desarrollar OCs IC sintomáticos. 4) Evitar la ablación
intralesional por riesgo de recidiva o residuo. La resección marginal es
adecuada, pero una resección amplia puede necesitarse. Nivel de Evidencia
IV; Serie de Casos.