Coluna / Columna v.25, n.1 /2025

FORAMINOPLASTIA REVERSA POR ACESSO ENDOSCÓPICO CONTRALATERAL: AVALIAÇÃO DOS DESFECHOS COM FOLLOW-UP MÍNIMO DE DOIS ANOS


REVERSE FORAMINOPLASTY BY CONTRALATERAL ENDOSCOPIC ACCESS: EVALUATION OF OUTCOMES WITH A MINIMUM FOLLOW-UP OF TWO YEARS


FORAMINOPLASTIA INVERSA MEDIANTE ABORDAJE ENDOSCÓPICO CONTRALATERAL: EVALUACIÓN DE LOS RESULTADOS CON UN FOLLOW-UP MÍNIMO DE DOS AÑOS


JOãO PAULO CAVALCANTI FIGUEIREDO SOARES , BRUNO BRASIL DO COUTO , MARCELO BOTELHO SOARES DE BRITO , MATEUS TOMASI DA ROCHA , DEIVID RAMOS DOS SANTOS


DOI: http://dx.doi.org/10203



RESUMO

Objetivo:
Avaliar os desfechos cirúrgicos e pós-operatórios de pacientes submetidos a foraminoplastia reversa por acesso endoscópico contralateral para tratamento de estenose central do canal vertebral ou do recesso lateral associada a estenose foraminal.

Métodos:
Estudo retrospectivo, quantitativo descritivo, realizado no Hospital Porto Dias, Belém-PA, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Foram incluídos 13 pacientes que atenderam aos critérios de inclusão, com seguimento mínimo de dois anos. Os desfechos primários incluíram a redução da dor, avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA), e a melhora funcional, medida pelo Índice de Incapacidade de Oswestry (ODI). A análise estatística utilizou o teste de Shapiro-Wilk para verificar a normalidade dos dados e o teste t pareado para comparações entre tempos (nível de significância p < 0,05).

Resultados:
A idade média dos pacientes foi de 57,3 ± 13,54 anos. O tempo cirúrgico médio por nível tratado foi de 58,4 minutos (variação: 22-117 min). O ODI apresentou redução média de 33,6 pontos ao longo do seguimento (p < 0,001). A dor (EVA) local reduziu de 6,8 para 1,8, e a dor irradiada de 7,9 para 1,6 após dois anos (p < 0,001 para ambos). Houve uma complicação (lesão dural; 7,69%).

Conclusão:
A foraminoplastia reversa por acesso endoscópico contralateral mostrou-se segura e eficaz, com alívio sustentado da dor, melhora funcional e baixa taxa de complicações. Nível de Evidencia III; Estudo Retrospectivo Comparativo.


Palavras-chave: Procedimentos Cirúrgicos Endoscópicos,Estenose Espinal,Doenças da Medula Espinal,Procedimentos Cirúrgicos Minimamente Invasivos.

ABSTRACT

Objective:
To evaluate the surgical and postoperative outcomes of patients undergoing reverse foraminoplasty via a contralateral endoscopic approach for the treatment of central canal or lateral recess stenosis associated with foraminal stenosis, with a minimum follow-up of two years.

Methods:
This retrospective, quantitative, and descriptive study was conducted at Porto Dias Hospital, Belém-PA, and approved by the Research Ethics Committee. Thirteen patients who met the inclusion criteria were enrolled. Primary outcomes included pain reduction, assessed by the Visual Analogue Scale (VAS), and functional improvement, measured by the Oswestry Disability Index (ODI). Data normality was tested using the Shapiro-Wilk test, and paired t-tests were used to compare outcomes over time (significance level p < 0.05).

Results:
The mean patient age was 57.3 ± 13.54 years. The average operative time per level treated was 58.4 minutes (range: 22-117 min). There was a mean ODI reduction of 33.6 points over the follow-up period (p < 0.001). Local pain (VAS) decreased from 6.8 to 1.8, and radicular pain from 7.9 to 1.6 after two years (p < 0.001 for both). One complication was reported (dural tear; 7.69%).

Conclusions:
Reverse foraminoplasty performed via a contralateral endoscopic approach was safe and effective, providing sustained pain relief, significant functional improvement, and a low complication rate over a two-year follow-up.


Keywords: Endoscopic Surgical Procedure,Spinal Stenosis,Spinal Cord Diseases,Minimally Invasive Surgical Procedures.

Resumen

Objetivo:
Evaluar los resultados quirúrgicos y posoperatorios de pacientes sometidos a foraminoplastia reversa mediante abordaje endoscópico contralateral para el tratamiento de estenosis central del canal vertebral o del receso lateral, asociada a estenosis foraminal.

Métodos:
Estudio retrospectivo, cuantitativo y descriptivo, realizado en el Hospital Porto Dias, Belém-PA, aprobado por el Comité de Ética en Investigación. Se incluyeron 13 pacientes que cumplieron con los criterios de inclusión, con un seguimiento mínimo de dos años. Los desenlaces primarios incluyeron la reducción del dolor, evaluada mediante la Escala Visual Análoga (EVA), y la mejoría funcional, medida por el Índice de Discapacidad de Oswestry (ODI). El análisis estadístico empleó la prueba de Shapiro-Wilk para verificar la normalidad de los datos y la prueba t pareada para las comparaciones temporales (nivel de significancia p < 0,05).

Resultados:
La edad media de los pacientes fue de 57,3 ± 13,54 años. El tiempo quirúrgico promedio por nivel tratado fue de 58,4 minutos (rango: 22-117 min). El ODI mostró una reducción media de 33,6 puntos durante el seguimiento (p < 0,001). El dolor local (EVA) disminuyó de 6,8 a 1,8, y el dolor irradiado de 7,9 a 1,6 después de dos años (p < 0,001 para ambos). Se registró una complicación (lesión dural; 7,69%).

Conclusión:
La foraminoplastia reversa mediante abordaje endoscópico contralateral demostró ser segura y eficaz, con alivio sostenido del dolor, mejoría funcional y baja tasa de complicaciones. Nivel de Evidencia III; Estudio Retrospectivo Comparativo.


Palavras-chave: Procedimientos Quirúrgicos Endoscópicos,Estenosis Espinal,Enfermedades de la Médula Espinal,Procedimientos Quirúrgicos Mínimamente Invasivos.






Indexadores