DOI: https://doi.org/10.1590/S1808-185120252403298874
RESUMO
O tumor de células gigantes (TCG) da coluna vertebral representa um dos desafios
mais complexos na cirurgia oncológica espinhal. Apesar de ser classificado como
uma neoplasia benigna, seu comportamento localmente agressivo, o potencial de
metástase pulmonar e a alta taxa de recorrência em casos de ressecção incompleta
tornam seu manejo delicado. A estreita relação anatômica do tumor com estruturas
neurovasculares críticas limita a possibilidade de ressecções oncológicas
extensas e aumenta o risco de complicações neurológicas. O tratamento cirúrgico,
especialmente a ressecção em bloco, continua sendo a abordagem preferencial para
alcançar controle local duradouro, embora sua aplicação prática dependa da
localização do tumor e da viabilidade técnica. Nos últimos anos, o denosumabe
surgiu como um agente terapêutico importante, oferecendo a possibilidade de
redução tumoral antes da cirurgia ou controle em casos irressecáveis. No
entanto, seu uso não está isento de complicações, principalmente em relação à
sua influência na arquitetura tumoral e ao aumento das taxas de recorrência
local quando utilizado como terapia neoadjuvante. Apresentamos uma revisão dos
aspectos clínicos, radiológicos, histopatológicos e terapêuticos do TCG
espinhal. São discutidas as estratégias cirúrgicas atuais, o papel emergente do
tratamento biológico com denosumabe e os fatores prognósticos associados à
progressão da doença. A experiência multidisciplinar e o manejo em centros
especializados são fundamentais para otimizar os resultados oncológicos e
funcionais desses pacientes. Nível de Evidencia V; Retrospectivo de série de
casos e revisão de literatura.
ABSTRACT
Giant cell tumor (GCT) of the spine represents one of the most complex challenges
in spinal oncologic surgery. Despite its classification as a benign neoplasm,
its locally aggressive behavior, potential for pulmonary metastasis, and high
recurrence rate in cases of incomplete resection make it a delicate condition to
manage. The tumor’s close anatomical relationship with critical neurovascular
structures limits the possibility of extensive oncological resections and
increases the risk of neurological complications. Surgical treatment, especially
resection, continues to be the preferred approach
for achieving lasting local control, although its practical application depends
on tumor location and technical feasibility. In recent years, denosumab has
emerged as a key therapeutic agent, offering the possibility of tumor reduction
prior to surgery or control in unresectable cases. However, its use is not
without complications, especially regarding its influence on tumor architecture
and increased local recurrence rates when used as a neoadjuvant therapy. We
present a review of the clinical, radiological, histopathological, and
therapeutic aspects of spinal GCT. Current surgical strategies, the emerging
role of biological treatment with denosumab, and prognostic factors associated
with disease progression are discussed. Multidisciplinary experience and
management in specialized centers are key to optimizing oncological and
functional outcomes in these patients.
Resumen
El tumor de células gigantes (TCG) de la columna vertebral representa uno de los
desafíos más complejos dentro de la cirugía oncológica espinal. A pesar de su
clasificación como neoplasia benigna, su comportamiento localmente agresivo, el
potencial de metástasis pulmonares y la alta tasa de recurrencia en casos de
resecciones incompletas lo convierten en una entidad de manejo delicado. La
estrecha relación anatómica del tumor con estructuras neurovasculares críticas
limita la posibilidad de realizar resecciones oncológicas amplias y aumenta el
riesgo de complicaciones neurológicas. El tratamiento quirúrgico, especialmente
la resección en bloque, sigue siendo el enfoque preferido para lograr un control
local duradero, aunque su aplicación práctica depende de la localización tumoral
y la viabilidad técnica. En los últimos años, el denosumab ha surgido como un
agente terapéutico clave, con la posibilidad de reducir el volumen tumoral antes
de la cirugía o controlar la enfermedad en casos irresecables. Sin embargo, su
uso no está exento de complicaciones, particularmente por su efecto sobre la
arquitectura tumoral y el aumento en las tasas de recurrencia local cuando se
emplea como terapia neoadyuvante. Se presenta una revisión de los aspectos
clínicos, radiológicos, histopatológicos y terapéuticos del TCG espinal. Se
discuten las estrategias quirúrgicas actuales, el papel emergente del
tratamiento biológico con denosumab y los factores pronósticos asociados a la
progresión de la enfermedad. La experiencia multidisciplinaria y el manejo en
centros especializados son fundamentales para optimizar los resultados
oncológicos y funcionales en estos pacientes. Nivel de Evidencia V; Tipo de
estudio: Estudio retrospectivo de series de casos y revisión de la
literatura.