, WESLEY WILLIAN COSTA MARTINS
, ANA CLARA BIASSI ORLANDI
, LUCAS MALUF VENDAS
, RAFAEL MORAES TRINCADO
, JORGE RAFAEL DURIGAN
, JOÃO TOMÁS FERNANDES CASTILHO GARCIA
, RODRIGO GÓES MEDÉA MENDONÇA
, ALBERTO GOTFRYD
, MARIA FERNANDA SILBER CAFFARO
, ROBERT MEVES 
RESUMO
Objetivo:
Mapear os principais obstáculos no diagnóstico e tratamento da escoliose de
início precoce em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em
um hospital terciário de São Paulo, para subsidiar planos de ação que
melhorem o acesso ao tratamento.
Métodos:
Estudo epidemiológico descritivo com 24 pacientes atendidos entre junho e
novembro de 2024. Foram analisadas variáveis demográficas, forma de
encaminhamento, tempo até a consulta com especialista e tratamento proposto.
A análise estatística incluiu estatística descritiva para variáveis
contínuas e categóricas. A normalidade foi testada pelo Shapiro-Wilk,
considerando p ≤ 0,05. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo com
análise retrospectiva, apresentando nível de evidência II de acordo com a
classificação da Oxford.
Resultados:
A maioria dos pacientes era do sexo feminino, com mediana de 24 meses na
primeira avaliação. A etiologia mais comum foi a congênita (41,7%). O tempo
médio de encaminhamento ao centro de referência foi de 61,9 meses, e 70,8%
dos pacientes chegaram por encaminhamento direto, sem regulação oficial. No
momento da coleta, 37,5% aguardavam tratamento, com tempo médio de espera de
57,4 meses.
Conclusão:
O estudo evidencia atrasos no diagnóstico e tratamento da escoliose de início
precoce no SUS, impactando o acesso dos pacientes. Melhorias na triagem,
encaminhamento e ampliação dos recursos especializados são essenciais para
otimizar o atendimento. Nível de evidência II; estudo retrospectivo.
ABSTRACT
Objective:
To map obstacles in the diagnosis and treatment of early-onset scoliosis in
patients treated through the Brazilian Public Health System (SUS) at a
tertiary hospital in São Paulo, supporting action plans to improve treatment
access.
Methods:
Descriptive epidemiological study with 24 patients treated between June and
November 2024. Demographic variables, referral process, time to specialist
consultation, and proposed treatment were analyzed. Statistical analysis
included descriptive statistics for continuous and categorical variables.
Normality was tested using Shapiro-Wilk, with p ≤ 0.05. This is a
descriptive epidemiological study with retrospective analysis, presenting
level II evidence according to the Oxford classification
Results:
Most patients were female, with a median age of 24 months at the initial
evaluation. The most common etiology was congenital (41.7%). The mean
referral time to a specialized center was 61.9 months, with 70.8% arriving
via direct medical referral, without official regulation. At data
collection, 37.5% were still awaiting treatment, with an average wait time
of 57.4 months.
Conclusion:
The study highlights delays in the diagnosis and treatment of early-onset
scoliosis within the public health system, impacting patient access to care.
Improvements in screening, referral, and specialized resources are essential
to optimize care.
Resumen
Objetivo:
Mapear los obstáculos en el diagnóstico y tratamiento de la escoliosis de
inicio temprano en pacientes atendidos a través del Sistema Único de Salud
(SUS) en un hospital terciario de São Paulo, para respaldar planes de acción
que mejoren el acceso al tratamiento.
Métodos:
Estudio epidemiológico descriptivo con 24 pacientes atendidos entre junio y
noviembre de 2024. Se analizaron variables demográficas, proceso de
derivación, tiempo hasta la consulta con el especialista y tratamiento
propuesto. El análisis estadístico incluyó estadísticas descriptivas para
variables continuas y categóricas. Se utilizó Shapiro-Wilk para evaluar la
normalidad (p ≤ 0,05). Se trata de un estudio epidemiológico descriptivo con
análisis retrospectivo, que presenta un nivel de evidencia II de acuerdo con
la clasificación de Oxford.
Resultados:
La mayoría de los pacientes eran mujeres, con una edad mediana de 24 meses en
la primera evaluación. La etiología más común fue la congénita (41,7%). El
tiempo medio de derivación a un centro especializado fue de 61,9 meses, y el
70,8% llegó mediante derivación directa, sin regulación oficial. En la
recolección de datos, el 37,5% aún esperaba tratamiento, con un tiempo medio
de espera de 57,4 meses.
Conclusión:
El estudio destaca retrasos en el diagnóstico y tratamiento de la escoliosis
de inicio temprano en el sistema público de salud, afectando el acceso de
los pacientes. Mejoras en cribado, derivación y recursos especializados son
esenciales para optimizar la atención. Nivel de evidencia II; estudio
retrospectivo.