Coluna / Columna v.25, n.03 /2026

RETRATO EPIDEMIOLóGICO DE PACIENTES COM ESCOLIOSE DE INíCIO PRECOCE EM HOSPITAL TERCIáRIO DE SãO PAULO


EPIDEMIOLOGICAL PORTRAIT OF PATIENTS WITH EARLY-ONSET SCOLIOSIS IN A TERTIARY HOSPITAL IN SãO PAULO


RETRATO EPIDEMIOLóGICO DE PACIENTES CON ESCOLIOSIS DE INICIO TEMPRANO EN UN HOSPITAL TERCIARIO DE SãO PAULO


LEONARDO SARDAS , WESLEY WILLIAN COSTA MARTINS , ANA CLARA BIASSI ORLANDI , LUCAS MALUF VENDAS , RAFAEL MORAES TRINCADO , JORGE RAFAEL DURIGAN , JOÃO TOMÁS FERNANDES CASTILHO GARCIA , RODRIGO GÓES MEDÉA MENDONÇA , ALBERTO GOTFRYD , MARIA FERNANDA SILBER CAFFARO , ROBERT MEVES


DOI: http://dx.doi.org/09001



RESUMO

Objetivo:
Mapear os principais obstáculos no diagnóstico e tratamento da escoliose de início precoce em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em um hospital terciário de São Paulo, para subsidiar planos de ação que melhorem o acesso ao tratamento.

Métodos:
Estudo epidemiológico descritivo com 24 pacientes atendidos entre junho e novembro de 2024. Foram analisadas variáveis demográficas, forma de encaminhamento, tempo até a consulta com especialista e tratamento proposto. A análise estatística incluiu estatística descritiva para variáveis contínuas e categóricas. A normalidade foi testada pelo Shapiro-Wilk, considerando p ≤ 0,05. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo com análise retrospectiva, apresentando nível de evidência II de acordo com a classificação da Oxford.

Resultados:
A maioria dos pacientes era do sexo feminino, com mediana de 24 meses na primeira avaliação. A etiologia mais comum foi a congênita (41,7%). O tempo médio de encaminhamento ao centro de referência foi de 61,9 meses, e 70,8% dos pacientes chegaram por encaminhamento direto, sem regulação oficial. No momento da coleta, 37,5% aguardavam tratamento, com tempo médio de espera de 57,4 meses.

Conclusão:
O estudo evidencia atrasos no diagnóstico e tratamento da escoliose de início precoce no SUS, impactando o acesso dos pacientes. Melhorias na triagem, encaminhamento e ampliação dos recursos especializados são essenciais para otimizar o atendimento. Nível de evidência II; estudo retrospectivo.


Palavras-chave: Escoliose de início precoce,Acesso aos serviços de saúde,Saúde pública,Tratamento da escoliose,Epidemiologia.

ABSTRACT

Objective:
To map obstacles in the diagnosis and treatment of early-onset scoliosis in patients treated through the Brazilian Public Health System (SUS) at a tertiary hospital in São Paulo, supporting action plans to improve treatment access.

Methods:
Descriptive epidemiological study with 24 patients treated between June and November 2024. Demographic variables, referral process, time to specialist consultation, and proposed treatment were analyzed. Statistical analysis included descriptive statistics for continuous and categorical variables. Normality was tested using Shapiro-Wilk, with p ≤ 0.05. This is a descriptive epidemiological study with retrospective analysis, presenting level II evidence according to the Oxford classification

Results:
Most patients were female, with a median age of 24 months at the initial evaluation. The most common etiology was congenital (41.7%). The mean referral time to a specialized center was 61.9 months, with 70.8% arriving via direct medical referral, without official regulation. At data collection, 37.5% were still awaiting treatment, with an average wait time of 57.4 months.

Conclusion:
The study highlights delays in the diagnosis and treatment of early-onset scoliosis within the public health system, impacting patient access to care. Improvements in screening, referral, and specialized resources are essential to optimize care.


Keywords: Early-onset scoliosis,Healthcare access,Public health,Scoliosis treatment,Epidemiology.

Resumen

Objetivo:
Mapear los obstáculos en el diagnóstico y tratamiento de la escoliosis de inicio temprano en pacientes atendidos a través del Sistema Único de Salud (SUS) en un hospital terciario de São Paulo, para respaldar planes de acción que mejoren el acceso al tratamiento.

Métodos:
Estudio epidemiológico descriptivo con 24 pacientes atendidos entre junio y noviembre de 2024. Se analizaron variables demográficas, proceso de derivación, tiempo hasta la consulta con el especialista y tratamiento propuesto. El análisis estadístico incluyó estadísticas descriptivas para variables continuas y categóricas. Se utilizó Shapiro-Wilk para evaluar la normalidad (p ≤ 0,05). Se trata de un estudio epidemiológico descriptivo con análisis retrospectivo, que presenta un nivel de evidencia II de acuerdo con la clasificación de Oxford.

Resultados:
La mayoría de los pacientes eran mujeres, con una edad mediana de 24 meses en la primera evaluación. La etiología más común fue la congénita (41,7%). El tiempo medio de derivación a un centro especializado fue de 61,9 meses, y el 70,8% llegó mediante derivación directa, sin regulación oficial. En la recolección de datos, el 37,5% aún esperaba tratamiento, con un tiempo medio de espera de 57,4 meses.

Conclusión:
El estudio destaca retrasos en el diagnóstico y tratamiento de la escoliosis de inicio temprano en el sistema público de salud, afectando el acceso de los pacientes. Mejoras en cribado, derivación y recursos especializados son esenciales para optimizar la atención. Nivel de evidencia II; estudio retrospectivo.


Palavras-chave: Escoliosis de inicio temprano,Acceso a los servicios de salud,Salud pública,Tratamiento de la escoliosis,Epidemiología.






Indexadores