, SYLVIO MISTRO
, MAURICIO COELHO LIMA
, ANDRé FRAZãO ROSA
, JONATHAN KIOY DUARTE ARAKI
, SAMUEL HENRIQUE JAKOSKI GEHHLEN
, PAULO TADEU MAIA CAVALI
, MARCOS ANTôNIO TEBET
, WAGNER PASQUALINI
, MARCELO ITALO RISSO 
RESUMO
Objetivo:
Avaliar os corredores de segurança para a realização da fusão intersomática
lombar oblíqua (OLIF), identificando parâmetros anatômicos que influenciem
sua viabilidade e estabelecendo critérios de indicação e contraindicação com
base em exames de imagem.
Métodos:
Foi realizada uma revisão sistemática conforme as diretrizes PRISMA, com
busca em bases de dados como PubMed, Scopus, Web of Science e Embase. Após
aplicação dos critérios de exclusão, 11 artigos foram selecionados. A
análise estatística incluiu medidas descritivas e inferenciais, considerando
a morfologia do corredor oblíquo, a posição do músculo Psoas e dos grandes
vasos, e a viabilidade da retração muscular do referido músculo.
Resultados:
Os dados indicaram que o corredor oblíquo se estreita em direção caudal,
especialmente em L4-L5, onde a inelegibilidade para OLIF foi maior (19%). A
janela operatória combinada (bare window + Psoas window) foi um fator
determinante para a viabilidade da técnica. Diferenças anatômicas entre os
lados direito e esquerdo também foram observadas, influenciando a
acessibilidade cirúrgica.
Conclusão:
A técnica OLIF é uma alternativa promissora, mas sua aplicabilidade depende
de uma avaliação pré-operatória detalhada dos corredores anatômicos. A
padronização dos critérios de indicação e a unificação da nomenclatura podem
otimizar a seleção dos pacientes e reduzir complicações. São necessários
estudos adicionais para consolidar diretrizes sobre os parâmetros mínimos de
segurança para a realização do procedimento. Nível de Evidência I; Revisão
Sistemática.
ABSTRACT
Objective:
To evaluate the safety corridors for performing oblique lumbar interbody
fusion (OLIF), identifying anatomical parameters that influence its
feasibility and establishing criteria for indication and contraindication
based on imaging tests.
Methods:
A systematic review was carried out according to the PRISMA guidelines,
searching databases such as PubMed, Scopus, Web of Science, and Embase.
After applying the exclusion criteria, 11 articles were selected.
Statistical analysis included descriptive and inferential measures, taking
into account the morphology of the oblique corridor, the position of the
Psoas muscle and great vessels, and the viability of muscle retraction.
Results:
The data indicated that the oblique corridor narrows in a caudal direction,
especially at L4-L5, where ineligibility for OLIF was highest (19%). The
combined operative window (bare window + Psoas window) was a determining
factor for the viability of the technique. Anatomical differences between
the right and left sides were also observed, influencing surgical
accessibility.
Conclusion:
The OLIF technique is a promising alternative, but its applicability depends
on a detailed preoperative assessment of the anatomical corridors.
Standardizing indication criteria and unifying nomenclature could optimize
patient selection and reduce complications. Further studies are needed to
consolidate guidelines on the minimum safety parameters for performing the
procedure.
Resumen
Objetivo:
Evaluar los corredores de seguridad para la realización de la fusión lumbar
intercorporal oblicua (OLIF), identificando los parámetros anatómicos que
influyen en su viabilidad y estableciendo criterios de indicación y
contraindicación basados en pruebas de imagen.
Métodos:
Se realizó una revisión sistemática siguiendo las directrices PRISMA,
buscando en bases de datos como PubMed, Scopus, Web of Science y Embase.
Tras aplicar los criterios de exclusión, se seleccionaron 11 artículos. El
análisis estadístico incluyó medidas descriptivas e inferenciales, teniendo
en cuenta la morfología del corredor oblicuo, la posición del músculo Psoas
y los grandes vasos, y la viabilidad de la retracción muscular de este
músculo.
Resultados:
Los datos indicaron que el corredor oblicuo se estrecha en dirección caudal,
especialmente en L4-L5, donde la inelegibilidad para OLIF fue mayor (19%).
La ventana operatoria combinada (ventana desnuda + ventana del Psoas) fue un
factor determinante para la viabilidad de la técnica. También se observaron
diferencias anatómicas entre los lados derecho e izquierdo, que influyeron
en la accesibilidad quirúrgica.
Conclusión:
La técnica OLIF es una alternativa prometedora, pero su aplicabilidad depende
de una evaluación preoperatoria detallada de los corredores anatómicos. La
estandarización de los criterios de indicación y la unificación de la
nomenclatura podrían optimizar la selección de pacientes y reducir las
complicaciones. Se necesitan más estudios para consolidar las directrices
sobre los parámetros mínimos de seguridad para realizar el procedimiento.
Nivel de Evidencia I: Revisión sistemática.