DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1808-185120252404299381
RESUMO
Objetivo:
Revisar a literatura atual sobre a aplicabilidade do Spinal Instability
Neoplastic Score (SINS) na avaliação da instabilidade vertebral causada por
metástases, destacando suas vantagens, limitações e perspectivas com novas
tecnologias.
Métodos:
Realizou-se uma revisão narrativa estruturada com busca na base PubMed
(2015-2025), utilizando descritores e critérios de inclusão predefinidos.
Após triagem, selecionaram-se 27 estudos relevantes sobre validade,
confiabilidade, impacto clínico do SINS e integração com inteligência
artificial (IA).
Resultados:
Os estudos revisados foram majoritariamente observacionais retrospectivos
(56%), seguidos por revisões sistemáticas (26%) e narrativas (19%).
Identificaram-se três tendências principais: predição de fraturas vertebrais
e sobrevida associadas ao SINS; estratégias terapêuticas na faixa
intermediária (SINS 7-12); e avaliação da confiabilidade inter e
intraobservador. Observou-se que a categoria intermediária é clinicamente
ambígua, exigindo julgamento especializado. Embora o SINS apresente boa
confiabilidade global, alguns componentes, como a qualidade óssea, exibem
baixa concordância interobservador. A integração com IA, especialmente
através de grandes modelos de linguagem, demonstrou potencial para aumentar
a precisão e reduzir subjetividades nas avaliações.
Conclusões:
O SINS consolidou-se como ferramenta útil e confiável na avaliação da
instabilidade vertebral metastática, com importante impacto na comunicação
multidisciplinar e na tomada de decisão terapêutica. Entretanto, apresenta
limitações relacionadas à subjetividade e natureza estática da
classificação. A incorporação de IA pode aprimorar significativamente sua
precisão diagnóstica, oferecendo análises mais dinâmicas e individualizadas.
Recomenda-se maior exploração de modelos preditivos integrativos baseados em
dados clínicos, radiômicos e biológicos para otimizar a tomada de decisão
clínica. .
ABSTRACT
Objective:
To review the current literature on the applicability of the Spinal
Instability Neoplastic Score (SINS) in evaluating vertebral instability
caused by metastases, highlighting its advantages, limitations, and
perspectives with emerging technologies.
Methods:
A structured narrative review was conducted using PubMed (2015–2025) with
predefined search terms and inclusion criteria. After screening, 27 relevant
studies addressing SINS validity, reliability, clinical impact, and
integration with artificial intelligence (AI) were included.
Results:
Most reviewed studies were retrospective observational (56%), followed by
systematic reviews (26%) and narrative reviews (19%). Three main trends were
identified: prediction of vertebral fractures and survival associated with
SINS; therapeutic decision-making for intermediate scores (SINS 7–12); and
assessment of inter- and intraobserver reliability. The intermediate
category remained clinically ambiguous, often requiring specialist judgment.
While SINS demonstrated overall good reliability, some components, such as
bone quality, showed lower interobserver agreement. AI integration,
particularly with large language models, demonstrated potential to improve
accuracy and reduce subjectivity in scoring.
Conclusions:
SINS has been established as a useful and reliable tool for evaluating
metastatic spinal instability, significantly improving multidisciplinary
communication and therapeutic decision-making. However, limitations remain
related to subjectivity and its static nature. The incorporation of AI may
significantly enhance diagnostic precision, enabling more dynamic and
individualized analyses. Further research into integrative predictive models
based on clinical, radiomic, and biological data is recommended to optimize
clinical decision-making. .
Resumen
Objetivo:
Revisar la literatura actual sobre la aplicabilidad del Spinal Instability
Neoplastic Score (SINS) en la evaluación de la inestabilidad vertebral
causada por metástasis, destacando sus ventajas, limitaciones y perspectivas
con nuevas tecnologías.
Métodos:
Se realizó una revisión narrativa estructurada utilizando PubMed (2015–2025)
con términos de búsqueda y criterios de inclusión predefinidos. Tras la
selección, se incluyeron 27 estudios relevantes que evaluaban la validez, la
confiabilidad, el impacto clínico del SINS y su integración con la
inteligencia artificial (IA).
Resultados:
La mayoría de los estudios fueron observacionales retrospectivos (56%),
seguidos de revisiones sistemáticas (26%) y revisiones narrativas (19%). Se
identificaron tres tendencias principales: la predicción de fracturas
vertebrales y la supervivencia asociadas al SINS; las estrategias
terapéuticas en la categoría intermedia (SINS 7–12); y la evaluación de la
confiabilidad inter e intraobservador. La categoría intermedia mostró
ambigüedad clínica, requiriendo frecuentemente juicio especializado. Aunque
el SINS mostró buena confiabilidad global, algunos componentes, como la
calidad ósea, tuvieron menor concordancia interobservador. La integración
con IA, en particular con modelos de lenguaje de gran escala, demostró
potencial para mejorar la precisión y reducir la subjetividad.
Conclusiones:
El SINS se ha consolidado como una herramienta útil y confiable para evaluar
la inestabilidad vertebral metastásica, mejorando la comunicación
multidisciplinaria y la toma de decisiones terapéuticas. Sin embargo,
persisten limitaciones relacionadas con la subjetividad y su naturaleza
estática. La incorporación de la IA puede mejorar significativamente la
precisión diagnóstica, permitiendo análisis más dinámicos e
individualizados. Se recomienda explorar modelos predictivos integradores
basados en datos clínicos, radiómicos y biológicos para optimizar la toma de
decisiones clínicas. .