Coluna / Columna v.15, n.03 /2016

ARTIGO ORIGINAL

EM QUAIS PACIENTES É POSSÍVEL REALIZAR FUSÃO INTERSOMÁTICA LOMBAR POR VIA LATERAL SEM SUBSIDÊNCIA DO CAGE?


IN WHICH PATIENTS IS IT POSSIBLE TO PERFORM STANDALONE LATERAL LUMBAR INTERBODY FUSION WITHOUT CAGE SUBSIDENCE?


CUÁLES SON LOS PACIENTES QUE PUEDEN SER SOMETIDOS A FUSIÓN INTERSOMÁTICA LUMBAR POR VÍA LATERAL SIN SUBSIDENCIA DEL CAGE?


LUIS MARCHI1 , LUIZ PIMENTA2 , RODRIGO AMARAL2 , FERNANDA FORTTI2 , JOES NOGUEIRA-NETO2 , LEONARDO OLIVEIRA2 , RUBENS JENSEN2 , ETEVALDO COUTINHO2 , NITAMAR ABDALA1


DOI: http://dx.doi.org/



RESUMO

Objetivo:
Identificar os fatores relacionados a não ocorrência de subsidência de cage em procedimentos de fusão lombar intersomática por via lateral em um só nível.

Métodos:
Estudo de caso controle em fusão intersomática lombar por via lateral (LLIF) em um só nível, incluindo 86 casos. Os pacientes sem subsidência do cage formaram o grupo controle (C), enquanto os do grupo subsidência (S) desenvolveram subsidência do cage. Os dados pré-operatórios foram examinados para criar um escore de risco com base em fatores de correlação com o grupo S. Os fatores de risco comprovados fizeram parte de um escore de avaliação.

Resultados:
Dos 86 casos incluídos, 72 estavam no grupo C e 14 no grupo S. Os seguintes fatores de risco foram mais prevalentes no grupo S com relação ao grupo C: espondilolistese (93% vs. 18%; p < 0,001); escoliose (31% vs. 12%; p = 0,033); mulheres (79% vs. 38%; p = 0,007); pacientes idosos (média de 57,0 vs. 68,4 anos; p = 0,001). Esses fatores de risco foram utilizados em um escore (0-4) para avaliar o risco em cada caso. Os pacientes com escores mais altos de risco tiveram maior subsidência (p < 0,001). Os escores ≥ 2 foram preditivos de subsidência com sensibilidade de 92% e especificidade de 72%.

Conclusões:
Foi possível correlacionar o grau de subsidência em procedimentos LLIF em um só nível com a utilização de dados demográficos (idade e sexo) e patológicos (espondilolistese e escoliose). Com um escore baseado em fatores de risco e considerando qualquer pontuação <2, a probabilidade de não ocorrência de subsidência depois de LLIF em um só nível (valor preditivo negativo) foi de 98%.


Palavras-chave: Coluna vertebral,Vértebras lombares,Fusão vertebral,Complicações,Fatores de risco,Seleção de pacientes

ABSTRACT

Objective:
To identify the factors related to the non-occurrence of cage subsidence in standalone lateral lumbar interbody fusion procedures.

Methods:
Case-control study of single level standalone lateral lumbar interbody fusion (LLIF) including 86 cases. Patients without cage subsidence composed the control group (C), while those in the subsidence group (S) developed cage subsidence. Preoperative data were examined to create a risk score based on correlation factors with S group. The proven risk factors were part of an evaluation score.

Results:
Of the 86 cases included, 72 were in group C and 14 in group S. The following risk factors were more prevalent in group S compared to C group: spondylolisthesis (93% vs 18%; p<0.001); scoliosis (31% vs 12%; p=0.033); women (79% vs 38%; p=0.007); older patients (average 57.0 vs 68.4 years; p=0.001). These risk factors were used in a score (0-4) to evaluate the risk in each case. The patients with higher risk scores had greater subsidence (p<0.001). Scores ≥2 were predictive of subsidence with 92% sensitivity and 72% specificity.

Conclusions:
It was possible to correlate the degree of subsidence in standalone LLIF procedures using demographic (age and gender) and pathological (spondylolisthesis and scoliosis) data. With a score based on risk factors and considering any score <2, the probability of non-occurrence of subsidence following standalone LLIF (negative predictive value) was 98%.


Keywords: Spine,Lumbar vertebrae,Spinal fusion,Complications,Risk factors,Patient selection

Resumen

Objetivo:
Identificar los factores relacionados con la ausencia de subsidencia de cage en los procedimientos de fusión intersomática lumbar por vía lateral en un solo nivel.

Métodos:
Estudio de caso-control en la fusión intersomática lumbar por vía lateral (LLIF) en un solo nivel, incluyendo 86 casos. Los pacientes sin subsidencia del cage formaron el grupo control (C), mientras que el grupo de subsidencia (S) desarrolló subsidencia del cage. Los datos preoperatorios fueron examinados para crear una puntuación de riesgo basada en factores de correlación con el grupo S. Los factores de riesgo comprobados formaron parte de una puntuación de evaluación.

Resultados:
De los 86 casos incluidos, 72 formaron el grupo C y 14 el grupo S. Los siguientes factores de riesgo son más prevalentes en el grupo S con respecto al grupo C: espondilolistesis (93% vs. 18%, p <0,001); escoliosis (31% vs. 12%, p = 0,033); mujeres (79% vs. 38%, p = 0,007); ancianos (media de 57,0 a 68,4 años; p = 0,001). Estos factores de riesgo se utilizaron en una puntuación (0-4) para evaluar el riesgo en cada caso. Los pacientes con puntuaciones más altas de riesgo tuvieron mayor subsidencia (p < 0,001). Las puntuaciones ≥ 2 fueron predictivas de la subsidencia con una sensibilidad del 92% y una especificidad del 72%.

Conclusiones:
Se ha podido relacionar el grado de subsidencia en los procedimientos LLIF en un solo nivel con el uso de los datos demográficos (edad y sexo) y patológicos (espondilolistesis y escoliosis). Con una puntuación basada en factores de riesgo y considerado un puntaje < 2, la probabilidad de no ocurrencia de subsidencia después de LLIF en un solo nivel (valor predictivo negativo) fue del 98%.


Palavras-chave: Columna vertebral,Vértebras lumbares,Fusión vertebral,Complicaciones,Factores de riesgo,Selección de paciente






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